Terceira Igreja Presbiteriana de Rio Claro

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Deus é Amor

Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor ” - 1 João 4.8


A declaração que João repete duas vezes em sua epístola “Deus é amor” é uma das mais tremendas encontradas na Bíblia, e também uma das menos compreendidas. Porém, a dificuldade é mais que recompensada quando o verdadeiro significado destes textos é compreendido na alma do cristão. Quem escala uma montanha não reclama do esforço ao contemplar a visão que se descortina no topo!


Conhecer o amor de Deus, de fato, é o céu na terra. E o Novo Testamento estabelece este conhecimento não como privilégio de uns poucos favorecidos, mas como parte normal da experiência cristã. Quando Paulo diz que “o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5), ele não está se referindo ao amor a Deus, como pensava Agostinho, mas ao conhecimento do amor de Deus por nós. Paulo tinha certeza de que esta declaração seria tão verdadeira para aqueles irmãos como era para ele mesmo.


O amor de Deus é um exercício de Sua bondade para com os pecadores. Como tal, o amor tem a natureza da graça e da misericórdia. Ele é uma bondade, não apenas imerecida mas, de fato, oposta a qualquer merecimento, porque o objeto do amor de Deus são criaturas racionais que quebraram a lei divina, cuja natureza está corrompida aos olhos de Deus e que merecem apenas a condenação e o banimento final de Sua presença.


É impressionante que Deus ame os pecadores, contudo esta é a verdade. Deus ama as criaturas que se tornaram não-amadas ou não-amáveis. Não havia absolutamente nada nesse objeto do amor de Deus que O atraísse. O amor entre duas pessoas é despertado por alguma coisa encontrada no amado, mas o amor de Deus é voluntário, espontâneo, não provocado, não causado. Deus ama as pessoas porque Ele escolheu amá-las – como Charles Wesley disse – “Ele nos amou, porque queria amar”, e não há nenhuma razão para que Deus nos ame a não ser por sua própria soberana e boa vontade.




J.I.Packer

(Extraído e adaptado do Livro “O Conhecimento de Deus ao longo do ano”)

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