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  • 3ª IPB Rio Claro

Criatividade para Alcançar os Norte-Coreanos Para Cristo


A Coreia do Norte, por ser o país mais fechado do mundo na questão da pregação do Evangelho, muitas agências missionárias e cristãos têm usado a criatividade para que a Palavra chegue aos norte-coreanos. Há dois anos, uma missão internacional soltou cinco mil Bíblias no país por um avião de porte pequeno, amarradas em balões. A missão foi de alto risco, mas bem-sucedida.


Recentemente, um grupo de ativistas cristãos jogaram 500 garrafas plásticas, cheias de arroz e outros suprimentos, no mar próximo à fronteira entre as Coreias. A atitude é baseada na esperança que, com mudança da maré, a ajuda desesperada chegue à outra margem e seja encontrada por cidadãos famintos.


O desesperado esforço de socorro foi organizado por um grupo de desertores norte-coreanos que foram autorizados a se estabelecer na Coreia do Sul. As garrafas continham um quilo de arroz, drives USB, contendo entretenimento sul-coreano, notícias anti-norte-coreanas e uma mensagem cristã. As garrafas foram jogadas no mar de uma ilha próxima à zona desmilitarizada entre os dois países. As condições na Coreia do Norte são duras, com as sanções da ONU visando impedir o programa nuclear do ditador Kim Jong-un. No entanto, essas medidas começam a impactar os cidadãos comuns, que estão lutando para sobreviver na miséria.


Mais de 30 mil pessoas desertaram para o sul e muitos deles citaram a fome como uma das principais razões para deixar a Coreia do Norte. Segundo um relatório da ONU, cerca de 70% da população do país depende da assistência alimentar para sobreviver, incluindo 1,3 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade. Somente os legalistas do Partido Comunista são autorizados a viver na capital Pyongyang e aqueles em cidades menores ou em áreas rurais são forçados a ganhar a vida. Relatos apontam que soldados foram ordenados a roubar plantações dos campos dos agricultores para subsidiar suas escassas dietas e a saúde precária de um desertor recente apontava para a desnutrição crônica.


O cenário já foi pior. Nos anos 1990, centenas de milhares de norte-coreanos morreram após uma combinação de mau tempo, má administração agrícola crônica e fim dos subsídios alimentares da União Soviética, que formava uma aliança comunista com a dinastia que governa o país. O cenário desesperador de fome generalizada chocou o mundo à época, mas os efeitos colaterais persistem. O Sistema de Distribuição Pública do Estado de racionamento entrou em colapso e nunca recuperou totalmente sua capacidade de alimentar a população. De acordo com Programa Mundial de Alimentos da ONU, 18 milhões dos 25 milhões de habitantes da Coreia do Norte dependem do racionamento estatal, e estima-se que um número igual de pessoas sofra com a pobreza alimentar, com 41% da população sendo subnutrida.


Oremos por uma mudança radical na Coreia do Norte, pelos norte-coreanos que passam fome, principalmente as crianças inocentes que sofrem debaixo de um regime ditador. Oremos por um avivamento naquele país, que leve até seus líderes a se dobrarem diante do nosso Criador.




(Equipe Projeto Abraão)

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